22 de janeiro de 2013

Resenha: O Diário de Anne Frank


As resenhas mais difíceis de escrever são as de livros que me deixam sem fala. Livros que me marcam de maneira que eu não sei explicar. A resenha de hoje é do Diário de Anne Frank.
A história todos já devem conhecer, em Amsterdam, 1942, no auge do holocausto, Otto Frank decide que a família irá se esconder. Anne, sua mãe, pai, irmã mais a família Van Pels passam a viver no chamado Secret Annexe.
Anne Frank ganhou o diário no seu aniversário de 13 anos, em junho de 1942. Ela passa a escrever sobre seus dias nele, sempre chamando o diário de Kitty, e quando ela passa a se esconder, ela encontra no diário uma maneira de desabafar.
O Diário de Anne Frank é um livro pesado. É um livro que me fez pensar, eu chorei, eu fiquei com uma dor no coração, mas também, é um livro que eu acho que tem que ser lido. Ela era uma menina de treze/quatorze anos como qualquer outra. É visível pelo que ela escrevia, que ela estava entrando na fase “adolescente”, passando por mudanças, questionando o mundo e querendo ser livre. E essas são as partes que mais doem, quando ela simplesmente diz que quer sair na rua e caminhar livremente.
Ela se apaixona, ela briga com os pais, ela gosta de ler e é uma menina normal. Que vive no meio de um dos momentos mais cruéis da história. Ela narra os acontecimentos da guerra com uma clareza impressionante, dizendo como ela se sente privilegiada de estar ali. Viva.
É um livro difícil de ler. Algumas partes são lentas, algumas muito intensas e pesadas. Mas eu gostei de ter lido. Principalmente depois de ter ido visitar a casa em Amsterdam. Eu tive uma sensação de como seria ter ficado naquele pequeno espaço por tanto tempo. Cuidando para não fazer barulho e levantar suspeitas.
Mesmo não tendo a mínima noção de como realmente era a vida, como era não saber se iria viver para o outro dia, com medo de qualquer barulho que apareça na casa, o livro passa um pouco da sensação. E isso que eu achei mais brilhante.
Eu acredito que é preciso certa maturidade para ler o livro, e não são todos que irão gostar, mas eu acho que vale a pena. É com certeza um livro que eu não vou esquecer. Que mexeu comigo de uma maneira que poucos livros conseguem.

10 comentários:

  1. Sou louca por esse livro. Estou lendo um parecido, sobre o holocausto também, mas em quadrinhos. Vou fazer a resenha hoje, e vou te indicar, por que se esse mexeu com você o outro vai mexer mais ainda.

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  2. Eu quero ler esse livro a tanto tempo, mas eu sempre fico adiando e comprandos outros livros... Talvez esse ano eu leia. Você já viu o filme? É muito legal, imagino que seja bem fiel ao livro. Beijos :)

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  3. Gabi, tenho muita vontade de ler esse livro, e confesso que sua resenha me deixou com mais vontade de ler :((


    --
    www.mentesolvente.blogspot.com

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  4. Já li ele, é maravilhoso, sofrido, triste, me marcou muito.
    Adorei aqui :)
    Bjos

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  5. Gabi, esse é o tipo de livro que mexe comigo sem ao menos eu ter lido. Eu sou muito emotiva pra essas coisas, na mesma hora fico começo a imaginar como seria ter vivido nessa época, nessa situação. o inferno que TANTA gente teve que passar, tão injustamente. Estou lendo um livro no momento que, aparentemente, não pensaria que iria abordar esse aspecto e para a minha surpresa abordou e muito, que é O Caso Rembrandt, um suspense de espionagem. O livro é todo relacionado com a 2º Guerra Mundial, e hoje mesmo li um relato de uma sobrevivente que passou por uma situação parecidíssima com a da Frank. O relato foi pequeno, mas suficiente para me deixar com o maior aperto no coração. Imagina um livro todo sobre isso.
    É difícil, pesado, mas também é aquele livro que faço questão de ler. Quem sabe, talvez, ainda neste ano!
    Ótima resenha.
    Beijos!

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  6. Há alguns anos tentei ler O Diário de Anne Frank, mas não consegui ir muito longe. Reconheço a importância de ver mais de perto um dos momentos mais tristes da história humana, mas - para mim - o desenrolar da história era lento e pesaroso demais. Não consegui ir a diante. Talvez daqui há algum tempo, mais madura, eu consiga terminá-lo, né?

    Beijos

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  7. Amei tua resenha Gabi, acho que passou exatamente a sensação. Mal posso esperar para ter esse livro em mãos: assim que as aulas voltarem, vou pegá-lo na biblioteca. Quero uma versão tão linda quanto a sua, um dia vou até o museu e compro um pra mim também <3

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  8. Olá,
    Gostei muito da resenha. Já conhecia o livro, mas ainda não tive a oportunidade de ler. Agora com seus comentários será um dos proximos.
    Bjos
    Lu
    http://vergostarler.blogspot.com.br/

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  9. Oi Gabi

    Eu pretendo ler o livro, já li um de ficção baseado nele. Acho que é o tipo de livro que preciso do momento certo para encarar. Também acho difícil escrever sobre certos livros/temas, justamente os que parecem mais importantes de ser debatidos.

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  10. Eu concordo, Gabi, acho que tem que ter uma certa maturidade e tem que estar no momento de leitura. Eu quero ler o livro, mas nunca acho para comprar nas livrarias/sebos que estou acostumado.
    É um daqueles livros necessários.
    Beijão!

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